Lua de Sangue

Os hospícios do passado #1

Os hospícios são conhecidos por serem locais terríveis, onde os pacientes sofrem e são tratados como animais. Hoje em dia, isso mudou um pouco. Mas no passado, esses locais eram filmes de terror na vida real, pois cada paciente era apenas mais um experimento na mão de médicos malucos. Algumas técnicas e tratamentos criados na época são as mais cruéis que se pode imaginar:

Esquizofrenia

A esquizofrenia é um sério distúrbio psicológico, que pode atingir qualquer pessoa. Ninguém sabe ainda como esse problema se desencadeia, se é de origem genética, causado por drogas ou simplesmente pelo ambiente e a experiência de vida. Normalmente, esse distúrbio aparece quando a pessoa é jovem e vai se intensificando com o passar do tempo.

O grande problema com a esquizofrenia é que ela pode transformar uma pessoa normal em um psicopata imprevisível. Alguém com esquizofrenia pode ouvir vozes, ver coisas que ninguém mais vê, mudar de personalidade de um segundo para o outro, além disso, ela pode passar a acreditar em coisas absurdas sem nenhum motivo.

Esses problemas ocorrem pois o córtex frontal, parte do cérebro que responde pela atenção e raciocínio, fica menos ativos, enquanto isso, o corpo estriado, responsável pelas sensações fica funcionando em alta velocidade, criando os diversos distúrbios. Sem o raciocínio lógico funcionando, a pessoa pode entender alucinações como realidade e as vozes em sua cabeça podem criar histórias malucas, levando o paciente a cometer crimes inacreditáveis e sangrentos. Não é incomum ouvirmos histórias de esquizofrênicos que matam sua própria mãe, irmãos, crianças, sem nenhum motivo aparente.

Lobotomia

Nos antigos hospícios, os esquizofrênicos não eram os pacientes preferidos. Eles tinham potencial para matar alguém ou fazer qualquer tipo de loucura, sem dar nenhum sinal prévio. Para evitar que essas pessoas causassem algum tipo de tragédia, grandes atrocidades foram feitas contra quem tinha esse problema.

A lobotomia nada mais é do que desconectar partes do cérebro, para que os pacientes agressivos, diminuíssem esses impulsos e se tornassem mais fáceis de tratar. Mas isso causa diversos problemas colaterais, por exemplo, 6% das pessoas que passavam por essa cirurgia morriam na mesa. Muitos mudam sua personalidade completamente e outros ficam quase como vegetais.

Em alguns países, principalmente Japão e EUA, essa forma de tratamento psicológico se tornou comum e qualquer médico fazia ela. O mais conhecido de todos nesse ramo foi Walter Freeman. Sem nenhuma formação na área de cirurgias, ele viajava pelo EUA destruindo o cérebro das pessoas que eram consideradas loucas. Em poucos anos, ele realizou mais de 3500 lobotomias. Mas o que realmente chamava a atenção nele é que sua técnica era incomum. Em vez de abrir a cabeça do paciente, ele enfiava um cortador de gelo por trás do globo ocular e destruía o cérebro do paciente. Segundo o médico/monstro isso tornava a cirurgia menos invasiva.

Sem nenhum tipo de ajuda real, mais de 50 mil pessoas no mundo, fora as que não foram registradas, tiveram seu cérebro destruído para que se tornassem mais dóceis e fáceis de lidar. Existem centenas de relatos de pessoas totalmente sãs que passaram por essa cirurgia, apenas por erros médicos, deixando de serem o que eram e virando zumbis nas mãos de doutores loucos.