CreepyPasta Games: Pokemon Dead Channel

O que você vai ler a seguir é uma CreepyPasta, são lendas ou histórias criadas a partir de forum, ou seja, historia contadas por pessoa, podendo ser verdadeiros ou não….. e se fossem? Cabe a você acreditar ou não.

Nesta série veremos histórias sobre jogos que foram descartados e acabaram não sendo vistos deste então.




Pokemon Dead Channel

brvr_by_ponyrave-d4rux8k

Fui apresentado ao reino vídeo game um pouco depois que as outras pessoas. Para a maioria, se não todos, da minha infância eu era isolado das outras crianças e eu não tinha quase nenhuma interação social. Meus dias foram gastos em uma prisão conhecida como escola e minhas noites apodrecendo minha mente com a TV. A vida era monótona e entediante, tudo que eu tinha eram meus bichos de pelúcia e brinquedos de plástico barato para conversar. Isso até eu ganhar meu Gamecube.

Foi o natal de 2003 eu acho. Fiquei muito feliz por ter meu próprio videogame. Ele veio com os jogos Super Mario Sunshine, Pac Man World 2 e Pokémon Channel. Cada um desses jogos ainda têm um lugar especial no meu coração. Assim que o Gamecube foi configurado e pronto para ser iniciado eu comecei a jogar imediatamente.

O primeiro jogo que joguei foi Super Mario Sunshine. Este jogo é o que me apresentou á série de Mario. Depois de jogá-lo por várias horas, eu cheguei em um nível que eu simplesmente não conseguia passar eu me virei para Pac Man World 2. Incrivelmente, eu fiquei preso no nível dois. Enfurecido por não encontrar a saída, embora a resposta foi literalmente bem na frente dos meus olhos, eu parei e comecei a jogar o meu primeiro jogo de Pokémon, o Pokémon Channel.

Assim que eu iniciei o jogo eu soube que ele ia ser diferente dos outros dois. Não demorou muito para eu me apaixonar pelo jogo. Quando chegou o momento para dar um nome ao meu Pikachu, ele foi automaticamente nomeado BRVR pelo próprio jogo. O que me obrigou a dar-lhe um apelido estranho, mas independente disso, eu ainda gostava de jogar.

brvr_by_xribbon_candyx-d81kpe2Não há nenhuma maneira para eu descrever o amor que eu sentia em relação ao jogo. Era tudo que eu tinha sonhado. Nele eu tinha um amigo para poder jogar. Tudo aconteceu no mundo Pokemon, que eu já amava antes mesmo de ter o Pokemon Channel. Eu poderia assistir TV com meu amigo BRVR, ir pescar com ele, jogar damas com ele, conversar com outros Pokémons, cultivar um jardim, construir um homem da neve, explorar ruínas antigas, escutar música, sentar-se em torno de fogueiras e contar histórias, e olhar as estrelas, tudo ao lado do meu amigo BRVR, todas as coisas que eu nunca tive a experiência na vida real eu era capaz de fazer neste mundo virtual. Com BRVR o melhor amigo que nunca tive.

Eu era obviamente muito viciado no jogo, eu não tinha mais nada para passar o tempo, por isso eu me dedicava totalmente ao jogo. Alheio a todas as coisas acontecendo no mundo real, eu preferia viver a minha vida nesta fantasia com meu Pokemon BRVR.

BRVR parecia mais do que apenas um modelo animado 3D forçado a fazer suas ações com base na programação do jogo, ele parecia real para mim. Se eu estava triste, ele parecia olhar e agir de forma triste também. Se eu estava irritado, ele iria mostrar e expressar minha raiva dentro do jogo. Se eu precisava de algo para me animar, ele fingiria de bobo e saltava para mim. Mais tarde, quando fiquei mais velho e mais sábio, eu percebi que nenhuma dessas coisas realmente aconteceu e quando eu era mais jovem eu tinha simplesmente imaginado, mas ainda assim foi divertido fingir que era real.

Como o ano passado, eu tinha mais jogos. Eu tinha conseguido um GameBoy, que junto com ele veio mais jogos de Pokemon, onde eu poderia ter mais do que apenas um único Pikachu. Meus interesses também aumentou para diferentes séries como Mario e Sonic. Depois de jogar Pokemon Channel tantas vezes e ficar repetindo as mesmas coisas, ele começa a ficar um pouco chato. Eu comecei a jogar esse jogo cada vez menos e outros mais e mais, mas eu ainda jogava Pokemon Channel de vez em quando.

pokemon_dead_channel__brvr_by_thepurpleblade-d3f789g

Eventualmente eu mudei de escola e toda a minha vida mudou. Fui de uma escola cristã para uma escola pública e meus olhos foram abertos para a realidade. Eu comecei a aprender coisas novas sobre a vida real que me ajudaram a gostar mais dos outros. As pessoas não eram más e cruéis comigo, eles me cumprimentavam quando eu passava por eles nos corredores. Eu descobri que eu poderia fazer mais do que apenas jogar videogame, eu poderia desenhar, havia milhares de músicas que eu poderia ouvir, e minhas notas começaram a aumentar bastante.

Mas a melhor parte de tudo é que eu tenho um novo amigo, um amigo real. Ele era engraçado e me ajudava a me acostumar com a escola e era alguém que eu poderia conversar. Nós dois tínhamos a mesma imaturidade e zombávamos de tudo. Finalmente tive um melhor amigo.

Enquanto eu comecei a crescer no corpo e na mente, Pokemon Channel foi sendo lentamente esquecido. Passei á jogar jogos maiores e melhores. Quase todas as coisas que eu poderia fazer no jogo eu era capaz de fazer na vida real agora. BRVR foi substituído pelo meu amigo da vida real. O jogo tornou-se obsoleto, esquecido em uma prateleira empoeirada em um canto escuro da sala.

Para os próximos anos a vida era de ouro. Cada dia eu aprendo algo novo e eu tinha uma tonelada de diversão com meu melhor amigo. Eu fiz alguns outros amigos também, mas ninguém poderia substituir meu melhor amigo. De vez em quando eu comprava um novo jogo, ganhava algum dinheiro, e fazia alguma coisa com meu melhor amigo, desenhar algo, ouvir música. Eu nunca desejei nada de mais.

Coisas boas duram pouco.

Eventualmente eu tive que mudar novamente. Eu protestei mas sem sucesso. Tentando parar as lágrimas caiam pelo meu rosto, eu me despedi do meu melhor amigo no meu último dia naquela escola. Para as próximas noites eu chorei para dormir na minha casa nova, mas eventualmente eu parei.

Eu ainda tinha contato com meu melhor amigo. Nós dois conversávamos pelo facebook. Mas eu fiquei sozinho pois não tinha mais com quem conversar na escola. Eu fiz alguns novos amigos na minha escola nova, ainda mais do que na minha antiga escola, mas nenhum deles foi tão engraçado quanto o meu melhor amigo.

Apenas quando eu pensei que eu poderia me acostumar com este estilo de vida algo horrível aconteceu, eu me senti como se eu tivesse mais nada para viver. O meu melhor e que parecia ser único amigo… tinha morrido.

Eu agora voltei aos meus velhos hábitos, jogando videogames e me isolando do resto do mundo. Eu não gosto de sair mais. Eu me recusei a sair de meu quarto a não ser para ir à escola, comer, usar o banheiro, e visitar meu pai todos os fins de semana. Agora que meu melhor amigo tinha sido arrancado de mim, e não tinha mais nada para fazer na vida real, eu precisava de algo para substituí-lo.

Vasculhando na minha estante antiga de jogos antigos, eu retirei o Pokemon Channel. Tirei a poeira da tampa. Senti como se tivesse sido uma eternidade desde que eu contemplava o jogo. Eu inseri o disco no meu Gamecube, peguei meu controle, e esperei para cumprimentar o meu velho amigo virtual, BRVR.

Uma lágrima caiu minha bochecha por causa das velhas memórias daquele jogo. Após um momento de imersão na nostalgia, eu selecionei continuar. Eu estava ansioso para ver meu velho amigo BRVR novamente.

pokemon_dead_channel_by_creepynightmare-d5sk9qv

Quando o jogo carregou, aconteceu a cutscene normal, onde Pikachu está dormindo em cima da prateleira e acorda, mas neste momento eu tinha quase completamente esquecido disso. A única coisa em minha mente foi BRVR. Como eu procurei ao redor da sala, porém, ele não estava em qualquer lugar à vista.

“De bi de? De dee bi!”

O Delibird entregava os produtos que você compra na Loja. Lembrei-me que eu comprava alguma coisa nesse jogo quase todos os dias quando eu era mais jovem. Eu pensei que devia ter comprado algo da última vez que joguei e esqueci completamente. Depois de rever meu quarto eu me dirigi até a porta.

“Pikaa… ”

Um som de gemido profundo me parou antes que eu pudesse alcançar a porta. Virei a tela e vi BRVR saindo de debaixo da cama. Ele estava com um olhar deprimido. Eu nunca tinha visto ele sair de debaixo da cama antes, exceto quando ele está procurando o Mini Pokemon no início do jogo. Quando ele se virou e me viu uma expressão de choque tomou conta do seu rosto, como deve ocorrer regularmente.

“Olá velho amigo, sou eu!” sussurrei mesmo sabendo que ele não podia me ouvir. Em vez de um olhar alegre e contente”, Pika pikaa!” ele adquiriu um olhar furioso em seu rosto. Fiquei um pouco confuso sobre o porquê ele estava com raiva, mas antes que eu pudesse refletir no assunto, “De dee bi!” O Delibird havia me chamado novamente.

Ignorando o acontecido eu me virei e abri a porta. Eu estava curioso quando o Delibird entregou a caixa e BRVR sorriu e acenou quando Delibird voou. “Um pacote chegou com mercadorias da N Shop ‘Squirtle!”

Fiquei imaginando o que estava na entrega quando BRVR inclinou-se dentro da caixa e tirou os itens. “Você tem uma TV Pikachu Z! A TV Z foi exibida.” Algo ameaçador e muito horrível estava no olhar do Pikachu. A Pikachu TV parecia um Pikachu cabeça virada para você com a boca aberta. Dentro de sua boca estava a tela da TV com o sua mandíbula presa sobre a parte superior e inferior. Parecia que estava rasgando sua pele, pois a tela da TV era muito grande para sua boca. Fiquei um pouco chocado com o quão assustador era a TV.

“Você tem Wallpaper Red Z! O papel de parede foi exibido.” Eu engasguei quando o wallpaper foi colocado. Era vermelho escuro como sangue seco. Pikachus doentios, sorrisos torcidos foram repetidas por toda a tela. Cada um deles eram vermelho brilhante como o sangue recém-colhido. Eu estava começando a me preocupar.

“Você tem boneca Pikachu Z! A boneca foi apresentada.” Tremi com medo quando vi a boneca Pikachu mórbida colocada em cima de uma das prateleiras. Tinha o mesmo sorriso misterioso que os Pikachus no papel de parede, exceto com longas presas. Os olhos eram pequenos, vermelhos como rubi, e dilatados. A cauda curvada como um gancho, e tinha garras afiadas. Numerosas listras de sangue seco ao longo de todo seu corpo.

“Você tem boneca Pikachu Z! A boneca foi apresentada.” “Você tem boneca Pikachu Z! A boneca foi apresentada.” “Você tem boneca Pikachu Z! A boneca foi apresentada.” A mesma sequência aconteceu mais e mais até a sala inteira se encher com as bonecas perturbadoras de Pikachu. Elas substituíram todas as outras bonecas.

BRVR levantou-se e olhou ao redor da sala. Ele acenou com a cabeça com satisfação e caminhou em direção a TV. Eu sentei na minha cadeira com medo. Mesmo se tivesse sido anos desde que eu joguei o jogo, eu sabia que esses itens nunca estiveram nele. “Pikaa”. Pikachu estava me chamando. Ele estava em pé na frente da TV me encarando. Eu sabia que ele queria que eu fosse até lá.

Fui até a TV e ela ligou. Ele mudou de canal como sempre, mas para meu horror a tela parecia que tinha sangue escorrendo. Mudei os canais e todos olharam dessa forma. Eu rapidamente abri meu diário, que neste jogo é o menu iniciar, e cliquei na guia TVs. Eu escolhi a TV Voltorb, mas assim que fiz isso meu diário foi fechado sem eu pressionar nada. BRVR estava olhando para mim com um olhar ameaçador e balançou a cabeça me desaprovando.

BRVR voltou para a TV e mudou para o canal Fortune. Este canal parecia normal, tirando o sangue escorrendo na tela. “Escolha o seu cookie!” As palavras apareciam na parte inferior da tela da TV. Eu escolhi a de cima como sempre faço. O cookie flutuava para baixo nas mãos do Chansey.
“Você realmente quer saber a sua fortuna?” As palavras apareciam na tela. Eu congelei de medo. Algo naquela frase parecia assustador. Parecia que o Chansey estava rindo na tela, rindo de mim, não do meu personagem no jogo, mas de MIM.

BRVR mudou o canal novamente. Ele mudou para o canal de relaxamento. Em vez do Mareep fofo, que me cumprimentava, apareceu Pikachus parecidos com os bonecos, pulando a cerca. Eu rapidamente pressionado B e voltei para o centro da sala. Normalmente BRVR se viraria e ficaria me olhando, mas desta vez ele não fez nada.

Fui para minha pintura antiga. A Jirachi belamente colorida com uma bela borda de Pikachu pendurados contra a parede. Eu suspirei de alívio. Pelo menos uma coisa ainda estava normal. Fiquei alguns minutos olhando para a pintura antiga, principalmente porque eu não queria olhar para o papel de parede horrível ou as bonecas assustadoras.

“BRVR está olhando para a pintura”

thatcreepyreading___dead_pokemon_channel_by_therecurrent-d77gf7p

Fiquei com calafrios na espinha quando essa mensagem apareceu mesmo sendo normal para o seu Pikachu olhar para a sua pintura com você. Eu pressionei B e o BRVR estava parado em frente à pintura. Parecia que ele tinha uma expressão triste, como se ele estivesse lembrando de memórias perdidas. Ele virou para mim, ainda com a mesma expressão deprimida. Parecia que ele estava prestes a chorar. Senti pena dele e desejava que houvesse algo que eu poderia fazer para animá-lo.

BRVR andou até mim e me fez uma pergunta, o que é normal para o seu Pikachu para lhe fazer uma pergunta e de vez em quando, mas o que fez meu sangue gelar foi o que ele perguntou: “BRVR quer saber se você ainda o ama. Tinha um “O (Yes) e X (não)” como opções. BRVR nunca pediu isso antes. Eu imediatamente clicado O. Ele sorriu, e depois começou a rir. Fiquei um pouco confuso sobre o porquê ele estava tendo um acesso de riso. Quando ele parou de rir ele olhou para mim com um sorriso maléfico. Uma mensagem apareceu no topo da tela, “BRVR sabe que você está mentindo.” Virou-se para assistir a TV.

Por este ponto eu não sabia mais o que fazer. Eu sabia com certeza que tudo isto não era para estar acontecendo. Eu pensei que talvez se eu reiniciar o meu Gamecube o jogo iria voltar ao normal. Levantei-me e estendeu a mão para o botão de reiniciar, mas quando eu pressionei ele nada aconteceu. Apertei uma segunda vez e ainda nada.

“O jogo não pode ser reiniciado agora” A mensagem apareceu na tela. Meu coração parou de bater por um segundo. Depois de olhar para a tela por um minuto eu me sentei e decidi que iria continuar a jogar. “Poderia muito bem ver até onde isso vai… ” sussurrei para mim mesmo.

Eu olhei ao redor da sala por aproximadamente um minuto. Além do papel de parede, bonecas, e TV, tudo parecia ser o mesmo. Tentei sorrir enquanto olhava para o Mini Pokemon, velhos cartazes, mas eu não sorri por muito tempo. A música normalmente bonita e alegre não tocava, o que fazia o quarto parecer mais escuro e perturbador. Parecia que todas as bonecas mórbida tiveram seus olhos voltados para mim, como eles estavam prestes a me alcançar e me agarrar, em depois, me devorar…

“BRVR quer ir para fora.” A mensagem apareceu no topo da tela. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, BRVR foi para fora e o jogo me forçou a segui-lo.

Eu não conseguia acreditar no que via quando eu saí.

O céu estava vermelho como sangue com nuvens ainda mais escuras rodando nele. Espalhados por todo o gramado havia cadáveres de Pokemons. Eu não poderia dizer como eles morreram, a maioria de seus membros foram arrancados, seus rostos retalhados, vísceras por toda parte. Comecei a passar mal, parecia que estava prestes a vomitar.

BRVR circulava ao meu redor, então se virou para mim e me deu um sorriso maligno. Ele andou até mim e me fez uma pergunta “, BRVR quer saber se você gostou do que ele fez para o lugar.” Eu imediatamente clicado X. Seu sorriso se aprofundou ainda mais doentio. Ele caminhou até um cadáver Skitty e atirou-a para mim. O corpo se despedaçou e voou em todos os lugares. Depois de muitos minutos de agonia de ser forçado a assistir BRVR brincar com as partes dos corpos mortos, ele caminhou até o jardim.

Quando entrou no jardim duas arvores haviam crescidas. Em vez de frutas, tinham cabeças de Pikachu nelas. BRVR arrancou um e começou a comê-la lentamente. O meu almoço começou a subir a minha garganta, mas eu forcei-o de volta. Eu tentei afastar a visão horrível, mas algo meus olhos estavam colados na tela. Depois de tomar o sangue, o BRVR andou e comeu a cabeça de outro. Depois de terminar, ele me lançou um sorriso malicioso e saltou para fora do jardim, e me forçado a segui-lo.

BRVR aparentemente estava brincando fora e depois foi direto para dentro da casa. Ele estava esperando que nós ficássemos á sós la dentro, agora eu preferia muito mais os bonecos doentios do que as partes dos corpos, mas ele não tinha terminado de me mostrar o mundo que ele tinha criado. Logo que entrou BRVR foi imediatamente para a porta dos fundos. Fui forçado á segui-lo mais uma vez.

Quando saímos não havia mais cadáveres para meu alívio, mas o céu ainda era um vermelho como sangue. Quando tentei voltar para dentro, ele não me deixou, BRVR se virou para mim e fez um sinal de desaprovação com a cabeça, então eu fui forçado a ficar lá. BRVR andou até mim, mesmo sem clicar nele. A transição acontecia normalmente, o ônibus andando sobre o mapa para a floresta Viridian. Mas quando chegamos lá toda a floresta estava em chamas.

Pokemon mortos estavam em todos os lugares, as árvores queimavam descontroladamente, seus corpos carbonizados pelas chamas. BRVR parecia não ser afetado pelo fogo ardente. Ele pulou no meio de cogumelos. Pareciam que os cogumelos sangravam. BRVR comeu um sem pedir permissão e deu um aceno satisfeito quando terminou.

Então ele correu até a campainha que inicia o concerto Pokemon. Em vez de estar rodeado por Clefairies, ele foi cercado por aqueles Pikachus assustadores. Os sinos tocaram a melodia mais assombrosa e maléfica que eu já tinha ouvido. Eu estava apavorado. Era tão bonito, mas tão horrível. O som agudo fez meus ouvidos doerem, mas eu estava em transe e não podia pensar em abaixar o volume. Depois de várias horas, a música finalmente acabou.

pokemon_dead_channel___ver_1_by_cieltron-d48gzmk

Olhando ao redor, BRVR parecia satisfeito com a floresta em chamas e voltou para o ônibus. Mais uma vez fui obrigado a ficar fora da minha casa enquanto eu aguardava o BRVR, mais coisas iriam assombrar meus olhos. Eu pensei que ele iria querer levar o monte de neve, mas ele tinha outras idéias. Em vez disso, ele decidiu tomar o ônibus Cobalt.

Mesma tela de carregamento, mesmo terror que estava sentindo. A praia estava repleta de pedaços de cadáveres de Pokemons que você normalmente encontra vagando por ai. O oceano parecia sangue, e flutuando em que foram partes mais corpo a partir do Pokemons mortos. Tornou-se então claro para mim que BRVR fez tudo aquilo.

Em seguida, jogamos um jogo de damas. Em vez de pedras, usamos órgãos internos para as peças. BRVR me derrotou facilmente, mas isso era porque eu não conseguia pensar direito usando as entranhas como peças. Ele riu quando me derrotou, como estivesse tudo normal como deveria ser. Então por um breve momento um olhar de pesar e tristeza tomou conta de seu rosto. Senti um desejo de alcançar e confortá-lo, então comecei á acaricia-lo, mas assim que o cursor o tocou, o olhar furioso e demente voltou. Ele correu para a área de pesca e me chamou, a contragosto, fui seguindo atrás.

BRVR segurava uma linha de pesca que jogou no oceano de sangue à espera de uma mordida. Eu não fiz nada porque não havia nada que eu pudesse fazer, mas ele se virou e me deu um olhar ameaçador como se eu devesse ajuda-lo. Foi quando me lembrei da isca. Eu cliquei no frasco de isca rotulado, mas em vez de um donut de chocolate, havia um cérebro podre. Ele estava caindo aos pedaços e coberto em um líquido marrom meio esverdeado, no entanto, ainda estava pulsando. Eu rapidamente joguei no oceano.

Pouco depois BRVR pego alguma coisa na sua linha. Com um puxão uma criatura grande veio voando para fora do oceano.

Eu juro por deus que esta criatura irá perseguir meus sonhos para sempre.

Parecia um Magikarp escuros meio roxo espumando pela boca, enquanto um sangue verde ácido era derramado de numerosos cortes ao longo de todo seu corpo. Múltiplos órgãos saindo do corpo. Partes de suas escamas tinham sido raspadas expondo debaixo do músculo, e algumas partes do músculo pareciam devoradas, havia ossos saindo para fora. Ele caiu ao meu lado e suspirou o ar, enquanto sons borbulhantes perturbadores eram emitidos por sua boca.

Eu gritei quando vi a criatura. BRVR se virou para mim como se tivesse me ouvido e sorriu. Ele lentamente foi se aproximando, demorando quanto tempo possível para deixar a criatura miserável sofrendo ainda mais. Então ele começou a comer o Magikarp enquanto ele ainda estava vivo. Gritei de novo e cobri minha boca meus olhos foram forçados a assistir a visão horrível. Uma vez que ele foi feito como uma de sua refeição, ele se virou para mim e sorriu feliz, brincalhão. Eu não podia acreditar que esse monstro algum dia foi meu grande amigo virtual que eu olhava todos os dias depois da escola.

Depois desse evento traumatizante BRVR saiu alegremente me ignorando ao longo da praia, “Pi Pi ka ka chu ~” Sua alegria tornou a situação muito mais horripilante. Enquanto espera para o ônibus para o monte de neve, BRVR ficou no meio da passarela olhando para mim. Seu rosto era branco e não mostrou nenhum sinal de emoção. Mesmo que eu sabia que não podia me ouvir, eu sussurrei, “P-Por que, por que você está fazendo isso.. ?!” Uma lágrima começou a cair pelo meu rosto.

“BRVR fez este mundo para te agradar.” Meu sangue se transformou em gelo quando essa mensagem apareceu no topo da tela. BRVR me deu outro sorriso doentio e perverso que se estendia ao longo de seu rosto. Mais lágrimas começaram a fazer seu caminho pelo meu rosto. O ônibus finalmente chegou ao Mt. Snowfall. Eu não sei se eu estava feliz com a visão ou petrificado com o pensamento de enfrentar uma outra cena horripilante.

Mesmas coisas de antes, transições inocente, pontos turísticos não tão inocentes. Carcaças de Frostbitten ficaram espalhadas em toda a terra congelada, a maioria dos membros enterrado na neve. Surpreendentemente, não havia sangue ou vísceras imposta sobre a neve. Isto manteve uma atmosfera mais triste do que assustadora. BRVR caminhou lentamente até onde Keckleon e Jigglypuff cantavam normalmente, mas eles foram mortos e enterrados sob a neve, que tomou o seu lugar.

BRVR cantou a canção mais bela triste, eu nunca tinha o ouvido cantar. Sua voz harmoniosa soou como violinos tocando a melodia mais triste e lenta do mundo. Ele tinha uma expressão deprimida e lamentável enquanto cantava a melodia, que é exatamente como a canção soava. Eu não conseguia controlar as lágrimas que começaram a inundar pelo meu rosto enquanto ele cantava. Meu pobre coração emocional partiu em dois ao ouvir esta melodia triste.

Depois do que pareceu a eternidade, BRVR finalmente terminou. Ele me olhou diretamente nos olhos com a expressão mais triste deprimida e totalmente sem esperança já tinha visto. Eu ansiava tanto para segurá-lo em meus braços e confortá-lo, mas ele rapidamente se virou e correu para a segunda metade do Monte.

Ficamos na frente de Ruínas. Por muitos momentos BRVR só ficou parado enquanto ainda olhava para as ruínas. Então ele olhou para mim, um olhar profundo e significativo em seus olhos, e correu para dentro. Ele usou um Choque do Trovão nas flores elétricas que fez tudo ser iluminado. Tudo ao longo das paredes, teto e pisos muitas palavras diferentes foram escritos no sangue, “Me Ajude” “Por quê?” “Eu tenho que morrer” “ME MATE” “É tão frio” “Eu estou tão solitário” “Onde ele está?” “Volte” “Por que não posso morrer?”
BRVR caminhou até o outro lado das ruínas onde a placa de Verdadeiro ou Falso estava. Fui obrigado a clicar sobre ele.

“BRVR foi abandonado por seu melhor amigo anos atrás, para ser substituído por um novo melhor amigo e foi deixado para apodrecer sozinho neste mundo virtual. Verdadeiro ou Falso?”

b6a14f10b402de6f144e2dec5bd41608-d3gcfle

Eu finalmente entendi o que tudo isso significava. Todas essas palavras escritas nas paredes, que eram de BRVR. Isso tudo foi culpa minha. Eu o deixei. Meu melhor amigo. Para morrer sozinho. Não, ele não poderia morrer,nem se ele quisesse. Ele foi forçado a arrastar a sua existência miserável ao longo dos anos. Eu não posso culpá-lo por querer se vingar de mim, eu merecia isso.

Eu me dei um tapa no rosto. Que eu estava pensando? BRVR e Pokemon Channel era apenas um jogo, eu não deveria dedicar minha vida a eles. Eles só foram destinadas a ser criado para divertir e entreter a mente de uma criança. Eles não eram reais. Eu levei um minuto para refletir sobre a minha última declaração, eles não eram reais. Pensei em todas as coisas que tinha feito BRVR se traumatizar e querer se vingar por abandoná-lo por tanto tempo.

Isso tudo é simplesmente muito real.

Eu selecionei verdadeiro, porque era verdade. Admiti a abandonar BRVR e deixando-o sozinho a apodrecer. A tela brilhava verde, como se ele concordasse comigo. A tela lentamente desapareceu ao fundo preto.

Exceto para BRVR.

Ele ficou no centro da tela com uma expressão cansada, irritado, e triste. Eu não sabia o que pensar mais sobre ele. Eu o odiava e queria que eu realmente pudesse matá-lo, mas eu senti pena e queria de todo meu coração ajudá-lo e fazer as coisas melhor.

“BRVR sente o mesmo sobre você.”

Essas mensagens não me chocam mais. Eu estava esperando por isso. Depois de alguns longos momentos apenas olhando um para o outro, eu finalmente comecei a perdê-lo, “O que você vai fazer comigo agora?”

“BRVR quer que você sofra da mesma maneira que ele.”

Ele me deu um sorriso perverso pela última vez, maior e mais horrível que já vi, e a tela se escurecia. Depois de um momento em que a tela de título apareceu. O botão continue tinha ido embora. Suspirei de alívio que tudo tinha finalmente acabado. Levantei-me e olhei para trás na minha mesa.

E lá estava uma boneca Pikachu Z.

brvr___pokemon_dead_channel_by_sarapuddles-d3d1mx5

Fonte: Creepypasta Wikia

Reaja! Comente!
  1. Guilherme

    2 de agosto de 2015 em 21:46

    Já conhecia essa creepy… longa pra c… ¬¬

  2. link kokiri

    21 de julho de 2015 em 11:03

    Conheço uma creppy que é menor que essa e ainda é melhor

    Há mais ou menos 5 anos atrás, eu morava no centro de uma grande cidade nos EUA. Sempre fui uma pessoa de hábitos noturnos, por isso, geralmente eu ficava entediada depois que meu companheiro de quarto (que decididamente não era uma pessoa da noite) ia dormir. Pra passar o tempo, eu costumava dar longas caminhadas e passar o tempo pensando.

    Eu passei quatro anos assim, andando sozinha a noite e nunca tive motivos pra ficar com medo. Eu sempre zoava com meu companheiro de quarto, que até mesmo os traficantes da cidade eram educados. Mas tudo isso mudou em apenas alguns minutos de uma noite.

    Era uma quarta-feira, alguma coisa entre 1 e 2h da manhã e eu estava andando perto de um parque patrulhado pela polícia perto do meu apartamento. Foi uma noite tranquila até mesmo pra uma noite no meio da semana, com muito pouco tráfego e quase ninguém a pé. O parque, como era na maioria das noites, estava completamente vazio. Eu virei em uma pequena rua a fim de voltar ao meu apartamento, quando o notei pela primeira vez. No final da rua, do meu lado, havia uma silhueta de um homem dançando. Era uma dança estranha, semelhante a uma valsa, mas ele terminava cada pedaço com um passo estranho. Eu acho que poderia dizer que ele “andava-dançando” em minha direção.

    Pensando que ele provavelmente estaria bêbado, eu passei para o mais perto possível da rua pra deixar a maioria da calçada pra ele. Quanto mais perto ele ficava, mais eu percebia o quão gracioso ele andava. Ele era muito alto e magro, e vestia um terno velho. Ele dançava ainda mais perto até eu pudesse ver seu rosto. Seus olhos estavam bem abertos, a cabeça estava levemente inclinada para trás, olhando para o céu. Sua boca foi feita como um desenho doloroso e largo. Entre o sorriso e os olhos, resolvi atravessar a rua antes que ele dançasse mais perto.

    Eu parei de olhar pra ele para atravessar a rua vazia. Quando cheguei do outro lado, olhei pra trás…e então parei de repente. Ele tinha parado de dançar e estava em pé, com um pé na rua, perfeitamente paralelo a mim. Ele estava me encarando mas ao mesmo tempo ainda olhava para o céu. O sorriso ainda era grande nos seus lábios. Eu estava completamente nervosa por isso. Eu voltei a andar, mas mantive meus olhos no homem. Ele não se moveu. Ficamos cerca de meio quarteirão de distancia, eu me virei para ver a calçada a minha frente. A rua e calçada a minha frente estavam totalmente vazias. Ainda nervosa, eu olhei para onde ele estava para ver se ele tinha ido embora. Por um breve momento eu me senti aliviado até que eu o notei. Ele havia atravessado a rua e agora estava agachado. Eu não poderia dizer com certeza, devido a distancia e a sombra, mas eu estava certa que ele estava me encarando. Eu havia tirado os olhos dele por não mais que 10 segundos, então estava claro que ele havia se movido bem rápido.

    Eu estava tão chocada que eu fiquei ali por algum tempo, encarando ele. E então ele começou a se mover em minha direção de novo. Ele dava passos largos e exagerados, como se fosse um personagem de desenho animado aprontando com alguém. Só que ele estava se movendo muito, muito rápido.

    Eu gostaria de dizer que nessa hora eu fugi ou retirei meu spray de pimenta ou meu celular ou qualquer coisa, mas não fiz. Eu apenas fiquei ali, completamente congelada enquanto o homem sorridente rastejava em minha direção.

    E então ele parou de novo, mais ou menos um carro de distância. Ainda sorrindo, ainda olhando para o céu.

    Quando finalmente minha voz voltou, eu soltei a primeira coisa que me veio em mente. O que eu queria perguntar era: “O que você quer?” em um tom bravo e imponente. O que saiu foi um gemido: “O queeeee…?”

    Independente de humanos poderem ou não sentir o cheiro do medo, eles podem certamente ouvi-lo. Eu ouvi na minha própria voz e isso só me deixou com mais medo. Mas ele não reagiu a isso, de forma alguma. Ele só ficou ali em pé, sorrindo.

    E então, depois do que pareceu uma eternidade, ele se virou, bem devagar, e começou a andar dançando pra longe. Apenas assim. Sem querer virar as costas para ele de novo, eu apenas olhei ele indo, até que estivesse longe o bastante pra ser quase fora de visão. E então eu percebi uma coisa. Ele não estava mais se afastando nem dançando. Eu olhei horrorizada como a forma dele, distante, crescia mais e mais. Ele estava voltando em minha direção. E dessa vez ele estava correndo.

    Eu corri também.

    Corri até que eu estivesse fora da calçada e voltei para uma rua mais iluminada com pouco tráfego. Olhando pra trás, ele estava longe pra ser visto. O restante do caminho para casa, eu fiquei olhando por cima do ombro, esperando ver seu sorriso estúpido, mas ele nunca aparecia.

    Eu vivi por mais seis meses naquela cidade após aquela noite, e eu nunca mais sai pra caminhar a noite. Havia algo sobre aquele rosto que sempre me assombrava. Ele não parecia bêbado, ele não parecia drogado. Ele parecia completamente insano. E isso é uma coisa muito, muito assustadora de se ver.

  3. link kokiri

    21 de julho de 2015 em 11:01

    Quem vomita com gore pokemon?

  4. Clara Lopes

    20 de julho de 2015 em 23:51

    Fiquei com preguiça de ler, só sei que não da medo.

  5. Willyam Ricardo

    20 de julho de 2015 em 12:52

    Cara ….Sério , mais que creepyPasta paia e fraca , e que texto grande da droga.
    Uma história de terror se caracteriza principalmente pela sua simplisidade e seu teor macabro e bizarro ,não só violento com tem ae .
    Só acho.

  6. Felipe de Albuquerque

    19 de julho de 2015 em 22:19

    tl;dr

  7. Blue

    19 de julho de 2015 em 20:43

    Traduzir creepypastas é uma boa ideia, existem muitas escritas por autores amadores de terror, algumas são boas e assustadoras

  8. Mutley

    19 de julho de 2015 em 12:20

    [img]http://orig14.deviantart.net/a641/f/2012/277/b/8/lavender_town_recolored_by_creepypasta81691-d5gtt0b.png[/img]
    Lavander Town ? eu com medo ? pff , só tirei o volume por precaução mesmo e_e

  9. chapolim do mal

    19 de julho de 2015 em 10:45

    Texto grande da poha, nem deu tempo de ler toda mas o mais triste é esse menino, que vida triste cara.

  10. Romulo Augusto

    19 de julho de 2015 em 00:00

    To morrendo de medo…..só que não carai que creepy mais fraca, como se sangue e tripas iriam das medo pra alguem que ja se acostuma com o terror isso é fichinha.

  11. Miroouuww

    18 de julho de 2015 em 23:05

    nunca mais verei pokemon do mesmo jeito kkk

11 Comentários
Topo