Contos Minilua: Paralisia Noturna #205

E lembrando mais uma vez, que todos os temas são aceitos: suspense, mistério, terror, enfim. Sinta-se à vontade ok? O e-mail de contato: [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




Paralisia Noturna

Por: Murilo Augusto

No começo havia apenas escuridão e então veio a luz, como um pancada brusca e repentina. Meus olhos estavam abertos, com as pupilas fixadas no teto cinzento, cheirando a mofo e outros odores não muito agradáveis. Tentei piscar, mas foi em vão, e uma sensação estranha passou por mim. O nosso olho pisca de forma involuntária, uma quantidade de vezes demasiadamente grande para se contar, mas naquele instante eu sentia a falta desse movimento involuntário, ele não mais existia.

Estava deitado em alguma cama, mas pela largura da mesma e pela vaga noção de minha distância até o chão, cheguei à conclusão de que era mais provável ser uma maca. Alguns poucos feixes de luz atravessavam o vão de uma porta que eu não conseguia enxergar.

Tentei mover minha cabeça para os lados, mas ela simplesmente não saia do lugar, como se ela tivesse se rebelado contra meus comandos. Logo percebi que não era apenas a cabeça, mas meu corpo todo estava imobilizado, sem reação alguma, petrificada de uma forma que me deixou aterrorizada.

Não era que meus braços e pernas estivessem presos por faixas ou o que fosse, era outra sensação, diferente de tudo o que eu já sentira talvez uma anestesia geral aplicada em uma dose anormal ou algum efeito de paralisia, não sabia dizer ao certo o que era, mas sabia que minhas chances de fugir eram bem pequenas.

O quarto estava frio e eu podia ouvir o barulho constante de uma goteira em algum lugar. Foi então que percebi, meus sentidos continuavam funcionando bem, o que poderia ser algo bom ou ruim dependendo do ponto de vista. Queria sair dali, daquela escuridão mórbida, daquele odor que anestesiava meu cérebro, daquele frio que congelava meus nervos.

Fiquei algumas horas no mesmo estado. Comecei a delirar e logo podia ver imagens se formando no escuro, frutos de minha maldita imaginação. Estava ouvindo vozes que não existiam sussurrando todo tipo de pesadelo em meus ouvidos. É incrível o que algumas horas de desolação total conseguem fazer com uma pessoa. E no meio de minha própria loucura, consegui distinguir um barulho que parecia real, um ranger de uma porta.

Um pouco mais de luz entrou no quarto junto com alguns vultos que eu não conseguia ver claramente. Vozes se embaralhavam e de vez em quando conseguia compreender uma palavra ou outra, mas nada conclusivo. Queria gritar, me debater, lutar contra o inevitável, uma atitude honrosa, porém sem sentido algum naquele momento. Vi o brilho de algo metálico sobre meu corpo e aquilo me deixou apavorado, senti o suor escorrendo pela lateral do meu rosto e uma coceira de desespero.

Outros objetos metálicos pareciam dançar sobre mim, passavam de uma mão para outra e eu sabia o que estava por vir. De repente, ouvi um novo ranger e a porta se abriu mais uma vez. As vozes se calaram, um silêncio dilacerante contaminou o quarto imundo. Tentei gritar mais uma vez, clamando por ajuda, mas foi inútil.

Alguns instantes se passaram no completo silêncio. Meu coração batia tão rápido, mesmo que não fosse possível perceber, que por um momento pensei que explodiria em meu peito. Concentrei um pouco e pude ouvir o barulho de algo roçando contra uma parede. Foi aumentando aos poucos até se tornar um rugido insuportável, quase tocando meus ouvidos.

Agora algo deslizava por cima de mim, sentia a respiração afobada, um cheiro forte me fez quase vomitar. Senti algo raspando contra minha pele e gritei por dentro enquanto o sangue começava a escorrer. Sabia que eu ia morrer que meu fim estava próximo.

Então não senti mais nada. Seja o que fosse, tinha recuado. Um pequeno momento de alívio que eu tentei saborear antes daquilo voltar novamente. Pouco tempo depois, ouvi a porta mexendo mais uma vez e agora parecia ter sido fechada. Por um momento, tive a estranha sensação de ter mexido um dedo, mas deve ter sido minha mente me enganando. Antes que pudesse confirmar, os vultos voltaram e a confusão de vozes mais uma vez tomou conta do lugar.

Foi então que os objetos afiados começaram a rasgar minha carne. Os vultos se deliciavam em um prazer quase doentio, fazendo cortes em minhas pernas, no meu abdômen, no meu peito, em tudo. A dor era insuportável, gritante, e eu sentia que meus sentidos estavam se esvaindo.

Em um momento de desespero e loucura, sabendo que a morte estava vindo me abraçar, consegui piscar meus olhos. Foi uma única piscada, um único sinal vital em um corpo que já parecia morto. As vozes cessaram, as ferramentas foram derrubadas, como se todos estivessem em choque.

Ouvi passos se distanciando e a porta foi fechada mais uma vez. O que se passou depois me pareceu uma eternidade da qual nunca imaginei que iria escapar.

Reaja! Comente!
  1. fada verde

    24 de julho de 2014 em 22:58

    Bom…7

  2. Thanatos

    24 de julho de 2014 em 15:40

    Bem escrito,a descrição do cenário e as reações do personagem foram ótimas. Um exemplo de conto que deveria ter continuação.

  3. Lua Cheia

    24 de julho de 2014 em 14:58

    Achei bem legal o conto, o tema paralisia do sono é bem interessante e o conto ficou bem detalhado. Achei que teria uma continuação pelo finalzinho ali, mas pelo jeito nem vai ter, não apareceu o famoso “continua…”

  4. Ricardo

    24 de julho de 2014 em 12:54

    gostei!!!

  5. Dr.V

    24 de julho de 2014 em 12:34

    Ótima conto,digno de um 8,5.

  6. ErlyJy

    24 de julho de 2014 em 09:35

    O único jeito de acordar (no meu caso) é tentar levantar rapidamente e de uma vez, ficar tentando se mexer ou abrir os olhos, aumenta mais o sofrimento, isso é horrível. Não é frequente mas acontece comigo uma vez ao mês mais ou menos.

  7. Lucas Rodrigues

    24 de julho de 2014 em 07:26

    Pelo título achei que tivesse algo a ver com a famosa paralisia do sono, mas analisando minha interpretação talvez o que eu estava esperando deste conto seja verdade. Uma pessoa tendo um pesadelo, mas a paralisia do sono impede-a de mover qualquer músculo do seu corpo, como na vida real. Enfim, o suspense foi deveras proveitoso, achei a temática um tanto inédita para esta série, mas com base na minha interpretação não é tão tão clichê.
    Nota: 8,0 – Bom

    • Sanaelly Vanessa

      26 de julho de 2014 em 11:50

      Eu também !

    • Mutley

      24 de julho de 2014 em 09:49

      Crítico : Mode ON

      Achei que seria um texto mais direto , mas quando vi que era conto sabia que iria ter aquele clássico
      ”enroleixon” ,a repetição de idéias e o preenchimento de palavras difíceis para deixar o texto mais enriquecido em vocabulário .

      • Emmanov Kozövisck

        24 de julho de 2014 em 12:26

        Então eu estou ferrado na escrita de meu conto. Ele atualmente está uma bosta e não consigo fluir com ele. Acho que a leitura será cansativa e apática, por isso farei algumas alterações.

        • Vostorg ~

          29 de julho de 2014 em 08:52

          Conheço pessoas cansativas e apáticas, fica tranquilo. Pelo menos é só o seu conto que é assim e não você. 🙂

        • Lucas Rodrigues

          24 de julho de 2014 em 13:25

          Você não é o único, também estou passando pelo mesmo problema ._.

          • Emmanov Kozövisck

            24 de julho de 2014 em 14:15

            Alguma ideia de como solucionar tais problemas?

            • Lucas Rodrigues

              24 de julho de 2014 em 14:31

              Tentar ganhar o máximo possível de inspiração, lendo contos ou creepys em outros blogs. É assim que eu faço quando nenhuma ideia vêm à cabeça.
              Mas tenho uma pergunta: estás insatisfeito com seu conto por não ter ideias que agradem a você ou por não conseguir fazer algo que agrade aos outros?

              • Emmanov Kozövisck

                24 de julho de 2014 em 17:04

                Um pouco dos dois. Não tenho o estilo da Infernal; escrevo para mim e para o público. Pensando em como meu texto está agora, ele não me agrada como leitor. Todo escritor é um leitor e os dois lados devem ser levados em consideração para avaliar se um texto é bom ou não. Preocupo-me, porém, com a qualidade de meu texto por si só. Quero terminá-lo dizendo que ficou bom, não entregarei um trabalho “mais ou menos”.
                Caso eu termine-o com qualidade, as críticas serão mais significativas se comparadas às críticas de um texto “mais ou menos”. Estou gostando de meu texto como autor, mas não como leitor. Algumas reformas devem ser feitas na segunda parte, pois a primeira parte ficou ótima.

                • Emmanov Kozövisck

                  24 de julho de 2014 em 17:15

                  Relendo o meu texto, acho que está bom. Não sei o porquê pensei que ele estava ruim. Ele já está um pouco empoeirado, então eu posso ter imaginado isso…

                  • Lucas Rodrigues

                    24 de julho de 2014 em 18:59

                    Adendo: A Infernal apenas escreve para ela mesma, e não para o público – segundo o que ela me relatou em uma de nossas raras e proveitosas conversas.

                    • Emmanov Kozövisck

                      24 de julho de 2014 em 19:33

                      Eu sei porque li esse diálogo.

                  • Lucas Rodrigues

                    24 de julho de 2014 em 18:51

                    Bem, atualmente estou escrevendo um dos mais longos que já produzi até agora, e não penso de maneira alguma dividi-lo em partes, não quero “cortar” um trabalho que está, ao meu ver, sendo bem executado, seria frustrante. Me sinto como você: não estou gostando como leitor, mas como autor estou bem satisfeito. Acho que pelo desenvolvimento, sempre fui de nunca gostar de ler o que escreve, mas ler depois de termina-lo será mais do que necessário, pois vou revisa-lo – pela primeira irei fazer isso em um conto meu.
                    De uma maneira geral, não me importo muito com críticas, dependendo da construtividade da crítica é que posso ver se devo ou não levar em consideração.

              • Mutley

                24 de julho de 2014 em 15:52

                Já pegando o gancho da conversa,você teria alguma dica para fazer uma boa redação? , tipo de mais ou menos umas 25 linhas , eu andei dando uma olhada nos seus textos e eles tem um ótimo desenvolvimento , e esse é o meu principal problema , os outros são a Introdução e a Conclusão hehe.

                • Emmanov Kozövisck

                  24 de julho de 2014 em 16:11

                  Juro que só vi agora. ‘-‘

                • Emmanov Kozövisck

                  24 de julho de 2014 em 16:11

                  Puta, você respondeu ao Lucas. De qualquer forma, continuarei a escrever. Hehehehehhe.

                • Emmanov Kozövisck

                  24 de julho de 2014 em 16:10

                  Já a conclusão deve ser uma síntese, uma reafirmação da tese de seu texto. Nela, você irá reafirmar sua tese e, caso ache pertinente, sugerir uma solução para o problema em questão.
                  Minhas conclusões geralmente ficam uma bosta porque quase sempre me falta tempo para terminar a redação (já que escrevo muito) e faço a conclusão de forma corrida. Mas eu tenho algumas conclusões que ficaram boas porque tive mais tempo para poli-las.

                  • Mutley

                    24 de julho de 2014 em 16:35

                    Nossa, 60 linhas e você acha pouco O_O , eu sempre tento dar uma de filosofo e me atrapalho todo , as minhas maiores precauções até agora era de não tentar repetir tantas palavras num mesmo parágrafo , eu sou do tipo que adora liquidar com todos os ”que,que,que’s” que seria pra todo o texto , só na primeira parte , outro problema é que quando tento expandir demais o assunto acabo ou generalizando ou perdendo o total controle do que estou falando.
                    Mas dessa vez eu já tenho um assunto pré-programado , é sobre a história do Computador ,Internet e outros sub-temas ligados a estes .
                    Sobre a conclusão , a minha professora só disse que se eu pensasse em fazer uma conclusão só pra ”tapar buraco” ela me correria da sala a pontapés huahuahua

                    Mas mesmo assim Obrigado , e não esquenta com isso , eu também de certo modo , entrei de penetra na conversa de você com o Lucas hehe

                    • Emmanov Kozövisck

                      24 de julho de 2014 em 17:00

                      Ah, cara, não é que escrever 60 linhas é pouco, mas sim muito. Nas redações de vestibulares, você precisa escrever 30 linhas e caso exceda o número estipulado sofrerá descontos na nota.
                      Acho que você só deve pensar bem sobre o que escreverá e como escreverá. Você faz um rascunho com suas ideias? Isso é fundamental para a construção de uma redação, pois caso contrário ela pode perder todo o seu sentido.
                      Eu levo uns 10 minutos de minha redação apenas para pensar sobre o quê e como escrever. Faça isso também.
                      E antes que alguém venha encher meu saco, eu não me considero um escritor profissional.

                • Emmanov Kozövisck

                  24 de julho de 2014 em 16:08

                  Primeiramente, obrigado pelo elogio, rapaz. Agora, indo diretamente ao assunto, embora eu seja relativamente bom em redações, sofro da prolixidade de informações, pois frequentemente meus textos dissertativos ultrapassam a margem de 40 linhas (já fiz um de 60 linhas…). Eu posso te dar uma mão, mas não consigo imaginar um texto dissertativo de 25 linhas, porque frequentemente tenho muitas ideias para poucos espaços (e preciso melhorar este ponto e deixar meu texto mais direito e objetivo, pois em vestibulares a média é de 30 linhas).
                  Em relação à Introdução e Conclusão, sou bom em um aspecto e mais ou menos em outro. Minhas introduções são ótimas segundo a minha opinião, pois consigo agrupar vários aspectos do assunto a ser falado e os encaminho para a argumentação. Ou seja, para se produzir uma introdução (isso em dissertações; aliás, tudo nesse texto será sobre dissertação), é necessário introduzir ao autor o assunto que será falado. Caso você queira escrever uma introdução defendendo a ideia de que o aquecimento global existe, por exemplo, comece introduzindo o leitor sobre o assunto. Eu escreveria, grosseiramente falando, desta forma:
                  Durante muitos anos, a comunidade científica discutiu assunto de extrema importância política, social e econômica: o aquecimento global. Nos primórdios dessa ideia, muitos não acreditavam na possibilidade de nossa influência direta no clima, mas hoje sabe-se que…
                  Ou então desta forma, explicando primeiramente a definição de aquecimento global.
                  O aquecimento global é um evento que… (desculpe, estou com preguiça de escrever, hehe).

      • DCemblemático

        24 de julho de 2014 em 12:01

        Hue umas das melhores críticas de contos, é assim mesmo que o pessoal faz he-he-he

  8. Douglas Brandão

    24 de julho de 2014 em 00:23

    Nota 10

  9. bais ou benos

    23 de julho de 2014 em 23:23

    Paralisia do sono é foda, já tive várias vezes mas agora não estou tendo mais… ainda bem 😀

    • Mutley

      24 de julho de 2014 em 10:21

      Eu tinha bastante isso quando dormia de barriga pra cima, só que depois que comecei a dormir de lado parei de ter esses sonhos .

    • bais ou benos

      24 de julho de 2014 em 09:59

      Sem se mover, tentando falar mas não coonsegue, vontade de peidar mas o peido não sai (mentira), vei isso é muito ruim…

    • ultramen Tiga

      23 de julho de 2014 em 23:28

      Eu tinha bastante quando eu era criança, com o tempo parei de ter isso.
      O desespero é terrível,e aquele aperto no peito como se tivesse um peso TENSO

  10. Dark J

    23 de julho de 2014 em 23:14

    Mas hein?

    • Jeff Dantas

      23 de julho de 2014 em 23:22

      Hhahaha de um de seus contos! Tem uma parte, q ainda não postei… 🙂

  11. André Silva

    23 de julho de 2014 em 23:08

    O início me lembrou aqueles sonhos malucos em que ”acordamos” de repente e não conseguimos nos mexer, aí algo sobrenatural começa a mexer conosco e tentamos gritar, mas nossa voz quase não sai. É horrível, tive um pesadelo desses semana passada, e ainda não tenho certeza se realmente foi um pesadelo, foi tudo real demais, lembro da minha aflição tentando gritar e me mover, tudo em vão! Lembro de cada detalhe, algo incomum quando sonhamos, geralmente nos esquecemos rapidamente. Mistériooooooo…

    • Diabo

      24 de julho de 2014 em 17:13

      Quando eu tinha 9 anos eu sonhei que os megazordes de Power Rangers força animal tavão me caçando, eu faço 14 anos esse ano, e ainda lembro de um que tive com 7 anos que eu tinha um pégasus, só que no final do sonho perdi ele e comecei a voar sozinho, e depois perdi essa habilidade, foi triste ;-;

    • Little Uchiha™

      24 de julho de 2014 em 16:29

      Cs são tudo isquisito gente, credo.

    • Mutley

      24 de julho de 2014 em 10:11

      Faz tempo que não tenho um sonho desses , me lembro que a última vez que tive ,”acordei” e olhei pra janela do meu quarto ,estava tudo calmo demais , olhava pra baixo da porta e estava tudo escuro , olhava pra janela de novo e não via o sol que geralmente bate nela de manhã , comecei a desconfiar , tentei sair da cama e não dava , entrei em pânico … tentei chamar por alguém e nada , só que eu comecei a ficar calmo e começou a parecer um sonho outro vez , a TV ligou sozinha e começou a dar aquele ”bug” que faz você perceber que aquilo não é real , a casa começou a desabar e eu ainda não me mexia , naquele momento já sabia que nada era real , mas mesmo assim deu medo do krl .Depois eu acordei , de verdade agora , e era a mesma cena , só que dessa vez o sol batia na janela,dava pra ouvir as folhas da árvore batendo na casa , dei dois tapas na cara pra ver se estava acordado mesmo kkk e segui a vida .
      *
      Uma coisa que me esqueci de falar é que nas ”duas” vezes que acordei ,o relógio marcava praticamente a mesma hora O_O

      • André Silva

        24 de julho de 2014 em 13:34

        Esses sonhos costumam ser reais demais. No dia em que sonhei eu fui dormir com o lençol dos pés à cabeça porque eu tava mexendo no celular e não queria acordar ninguém. Depois eu dormi e ”acordei” tendo esse pesadelo, e o impressionante é que ele começou exatamente com eu embaixo do lençol e uma mão tentando tirá-lo, mexendo no meu cabelo. O sonho inteiro era uma sombra mexendo comigo, e eu quase chorando tentando gritar mas a voz não saía. Então por isso ainda não tenho certeza se realmente foi um pesadelo, sei lá!

      • Mutley

        24 de julho de 2014 em 10:16

        O fo­da mesmo é quando você entra num ”looping” de sonhos que parecem reais e quando acorda , não sabe se esta sonhando ou se aquilo é o Mundo real.

        • Diabo

          24 de julho de 2014 em 17:15

          Já aconteceu comigo sápoha, uma vez eu acordei de 5 sonhos, cada vez que eu acordava era um sonho de novo heuheuheuhe

          • Mutley

            24 de julho de 2014 em 18:32

            Isso é um saco , ninguém merece ,ser trollado pelo sono huehue

            • Mutley

              24 de julho de 2014 em 18:34

              *sonho

    • bais ou benos

      23 de julho de 2014 em 23:24

      Muito desesperador a sensação…

    • Litzen Vampiro

      23 de julho de 2014 em 23:17

      Eu consigo lembrar de alguns sonhos que tive a bastante tempo atrás até hoje ou alguns que tive há algumas semanas atrás, mas alguns me esqueço na hora ou durante o dia, meus sonhos ultimamente estão mais realistas…

      • André Silva

        23 de julho de 2014 em 23:28

        Dos poucos que consigo me lembrar só consigo lembrar de pouquíssimas cenas, a maioria esqueço completamente, alguns eu só lembro que tive horas depois de acordar, quando vejo alguma coisa que me faz lembrar. Mas esse que tive recentemente eu lembro de cada detalhe, foi muito real, passei o dia refletindo se ele se tratava de um pesadelo ou era real mesmo.

        • Litzen Vampiro

          23 de julho de 2014 em 23:33

          Eu ultimamente ando lembrando de boa parte deles, e ando acordando de madrugada algumas vezes todos os dias, antes era de vez em quando agora é quase todos os dias, e parece que eles estão mais reais consigo compreender melhor as situações e entender melhor quando alguém fala, a imagem não anda tão distorcida como é de costume…

          • André Silva

            23 de julho de 2014 em 23:52

            O que eu acho bacana é ter sonhos lúcidos, antes eu tinha com mais frequência, agora tenho raramente. Não sei se acontece com todo mundo que tem um sonho assim, mas durante ele eu tento fazer movimentos suaves, pois se faço algum movimento muito brusco (como correr) eu acabo acordando, e o impressionante é que eu tenho conciência disso! Ultimamente todo sonho lúcido que tenho eu estou na rua da minha casa de madrugada, tudo escuro (como se tivesse ido embora a energia), e saio procurando alguém pra conversar.

  12. Ophelia Dilaurentis Soares

    23 de julho de 2014 em 23:08

    Esse conto foi muito bom , apesar de achar que ele estava num hospital.

  13. Luís Felipe

    23 de julho de 2014 em 22:52

    A história de uma pessoa q foi levada viva ao necrotério, mas todos pensavam q estava morta. Se vc reler o conto com essa ideia na kbça, vai ver q faz sentido.

    • Adriano Saadeh

      24 de julho de 2014 em 14:24

      de fato

    • chopper

      24 de julho de 2014 em 11:06

      só se for um necrotério onde trabalham pessoas muito burras hahahahaha pq onde ja se viu alguém cortar um cadáver, o sangue escorrer , e a pessoa nao reparar que o morta na verdade ta vivo? cadáver nao tem sangue fluido pra escorrer ! hahahah

      • luii

        6 de outubro de 2014 em 10:37

        qem?

      • luii

        6 de outubro de 2014 em 10:37

        quem?

      • mize almeida

        25 de julho de 2014 em 14:49

        olhe, depende, se os órgãos ainda tiverem bons o suficiente para serem transplantados (como é o caso, pois estavam a removê – los do cadáver, é possível ainda haver sangue, porque ele n desaparece, e demora algum tempo a coagular.

      • Thamara Thais Nunes

        24 de julho de 2014 em 21:31

        Isso aí!!!

    • Little Uchiha™

      24 de julho de 2014 em 04:16

      Qualquer semelhança com Além da vida é mera coincidência.

  14. Jeff Dantas

    23 de julho de 2014 em 22:52

    E em breve, o final do Waldenis também! Ou melhor, do conto dele… 🙂

    • Lucas Rodrigues

      24 de julho de 2014 em 07:29

      Mal posso esperar \o/

  15. cara anonimo

    23 de julho de 2014 em 22:46

    Fiquei com dó dela no final ! :/

    • Litzen Vampiro

      23 de julho de 2014 em 22:52

      Então não quera ter a paralisia do sono, ocorre comigo as vezes, alguns sonhos assim são perturbadores…

      • cara anonimo

        23 de julho de 2014 em 22:56

        Eu ouvi relatos, tenho medo de acontecer comigo ! 🙁

        • Litzen Vampiro

          23 de julho de 2014 em 23:04

          O pior é que ando sonhando com muita frequência ultimamente é só dormir e pronto tanto faz se é pouco ou bastante tempo de sono, tanto faz o horário, segunda eu tive 4 sonhos diferentes e um desses da paralisia…

  16. Nameless

    23 de julho de 2014 em 22:41

    Isso no final foi um gancho pra uma possível continuação?

    • Adriano Saadeh

      24 de julho de 2014 em 14:26

      verdade, mas gostei assim mesmo

    • Jeff Dantas

      23 de julho de 2014 em 22:47

      Não, dessa vez, o conto termina assim… 🙂

      • cara anonimo

        23 de julho de 2014 em 22:49

        Que pena ! :\

    • Emmanov Kozövisck

      23 de julho de 2014 em 22:42

      Você faz parte do grupo que só lê contos publicados no Minilua?

      • Dovahkiin

        24 de julho de 2014 em 07:02

        eu realmente so leio contos aq,nunca li em outro lugar msm… ‘-‘

      • Nameless

        23 de julho de 2014 em 22:52

        Leio contos em quadrinhos e alguma coisa de Lovecraft. Nem sempre leio os contos daqui.

        • Emmanov Kozövisck

          23 de julho de 2014 em 23:02

          É que só o vejo comentando em contos…

71 Comentários
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