Contos Minilua: O Banquete do Órfão #204

Pois é, e para participar, é muito fácil. Para tal, envie o seu texto para: [email protected]! A todos, uma excelente leitura!




O Banquete do Órfão

Por: Mariana Rocha

blood

“Bon appétit” foi o que eu disse ao servir o jantar. Senti-me orgulhoso com a refeição que acabara de preparar. Lentamente, os meus mais profundos desejos estavam sendo realizados naquela noite memorável. O garotinho que um dia já viveu em minha pele se sentiria honrado pelos meus atos. A infância não havia sido fácil para mim.

Desde pequeno, nunca tive uma vida normal. Aos 6 anos de idade, meus pais morreram e me deixaram com uma prima distante. Bêbada e sempre drogada, a mulher não foi capaz de cuidar do seu pequeno “estorvo” e o doou para um orfanato de quinta.

Preferia ter morrido afogado em vômito ao ter que ir parar naquele lugar. O local parecia abandonado, como se fosse jogado às traças. No meio de tanto mato e sujeira, seria um milagre se ele estivesse situado no mapa oficial da cidade. Lá, ninguém tinha vida.

Todos eram tratados como lixo e obrigados a comer uma comida tão nojenta que não serviria de refeição nem para os porcos. Como se não fosse o bastante termos sido abandonados ou rejeitados pelos nossos pais, nós, órfãos, ainda tínhamos que lidar com o total esquecimento da sociedade.

A diretora dali era quem eu mais odiava. Não perdia uma oportunidade de bater nos seus “pedacinhos de merda”, como ela mesma nos chamava. Até quando o “pedaço” em questão não estava fazendo nada. Eu, como um dos mais velhos, fui quem mais apanhou. Sempre em silêncio. Completamente calado. Já não podia mais suportar aquilo. Tinha que fazer algo para me livrar daquela situação.Foi então que eu tive uma brilhante ideia. Ideia essa que logo se tornaria a minha maior obsessão. Mas não podia correr riscos.

O plano deveria ser perfeitamente executado, caso contrário, iria pôr tudo a perder. A cada dia que passava, pensava numa maneira diferente de como iria executar meu plano. Ao ficar mais velho, fui amadurecendo e me tornando mais sábio, assim como meus pensamentos. Como estratégia, comecei a me passar por bonzinho, fazendo tudo que me mandavam fazer e comendo toda porcaria que me era servida, sem dizer uma palavra de objeção. Aquele tratamento não era moleza, mas só em pensar no que iria realizar no futuro, conseguia conter minhas lágrimas de sofrimento. Assim, consegui ganhar a confiança da diretora aos poucos.

Ao completar 18 anos, finalmente pude sair daquele lugar. Mas isso não era o que eu queria por hora. Meu principal objetivo era ficar. Simplesmente por um motivo: vingança.Me ofereci à diretora para continuar no orfanato. Em troca, ajudaria com as crianças. Como ela trabalhava praticamente sozinha, logo concordou e aceitou minha proposta.

Consegui convencê-la de me deixar trabalhar na cozinha depois de muito insistir. Mal podia esperar para começar. Nas primeiras semanas trabalhando, fui obrigado a servir apenas “mato”.

A comida já não era tão ruim como antigamente, mas ainda não preenchia os “buracos vazios” nas barrigas daquelas pobres crianças. Essa foi a desculpa perfeita que aquela mulher encontrara: continuar servindo porcaria, mas uma porcaria mais refinada. Entretanto, isso não seria um problema. Logo tudo iria mudar. Em um final de semana, decidi sair do orfanato pela primeira vez em muito tempo.

O mundo lá fora não parecia tão melhor que o mundo que eu conhecia. Pessoas não respeitavam as outras e queriam levar vantagem em tudo. Ninguém era gentil e ajudava o próximo. Não havia nada de belo naqueles humanos, além das roupas e objetos que ostentavam.

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Ao sair daquele lugar, eu tinha um objetivo em mente: encontrar quem deu início à minha tragédia. Aquela que era responsável por tudo de ruim que me aconteceu: a prima distante dos meus pais. Confesso que, no começo, achei que ela já estivesse morta. De fato, seria uma pena, já que parte do meu plano não sairia como esperado. Mas, para a minha surpresa, depois de algumas investigações, finalmente consegui localizá-la. Coincidência ou desgraça, a mulher morava a poucos quilômetros do orfanato. E foi ao descobrir onde aquele ser maligno morava que o meu ódio por ela só aumentou.

Naquele ponto, não sabia quem odiava mais: aquela que me abandonara ou a que passara a vida me maltratando. Seja como fosse, o que seria delas estava bem guardado, só esperando uma oportunidade para ser revelado. Assim, eu voltaria a pôr em prática uma das minhas táticas antigas: me fazer passar de bonzinho. Na verdade, era uma das poucas coisas que eu sabia fazer direito. Já as outras, bem, seriam postas à prova horas mais tarde.

No dia seguinte, fui à casa da mulher que me desprezara e me apresentei como a criança abandonada por ela. Para a nossa surpresa, ambos estavam mudados. Aquela jovem que só vivia bêbada e drogada agora estava direita. Casada e com dois filhos, parecia uma senhora respeitável. Mas eu conhecia, de fato, quem ela realmente era.

E uma mudança externa não seria suficiente para me convencer. Por outro lado, aquele menino frágil e medroso, agora estava doce e gentil. Bem, isso aos olhos alheios. Tivemos uma longa conversa e logo ela acreditou que eu a perdoara e queria me aproximar para criar um novo vínculo.

Não tive que tentar por muito tempo até convencê-la de ir ao jantar que eu ia preparar no orfanato mais tarde naquele dia. Como não era bobo, disse-lhe que aquele lugar era esplêndido e que havia mudado minha vida. Mal sabia ela que tal mudança fora para pior. Voltando ao orfanato, logo preparei o cenário perfeito. Fiz o que deveria ser feito para que o meu plano saísse como planejado. Tudo deveria parecer muito bom para ser verdade.

Bem, de fato, nada era real ali. Só a minha sede de vingança. Ao chegar ao local, a mulher ficou surpresa, pois tudo parecia muito quieto e inabitável. Disse-lhe que aquilo era normal, já que as crianças comiam mais cedo e já estavam dormindo, e a diretora deveria estar muito ocupada no seu escritório. Ela acreditou na minha desculpa esfarrapada e prosseguimos para a sala de jantar.

Ali, o meu grande show estava prestes a começar. A mesa se encontrava impecavelmente arrumada para o jantar que iria servir. Pratos e talheres pareciam milimetricamente dispostos. Os copos estavam brilhando, quase gritando para que fossem usados.

Um vaso vermelho com violetas estava minuciosamente posicionado no centro da mesa. “O jantar já pode ser servido, priminha!”, disse com um grande sorriso no rosto. Ela achou estranho mais ninguém estar ali, mas falei que a diretora não gostava de ser incomodada quando estava ocupada e depois iria jantar sozinha, então logo concordou em comermos só nos dois.

Rapidamente, trouxe toda comida que preparara, servi os dois pratos que estavam sob a mesa de madeira e enchi os copos com um suco avermelhado. Depois de tanto comer porcaria, finalmente iria comer algo que por anos ansiava: carne. E das boas.

Enquanto comíamos aquela carne assada e bebíamos aquele suco peculiar, eu e a desgraça em forma de gente estávamos rindo e conversando sobre a vida. Eu contava como minha vida fora incrível naquele orfanato. Já ela me dizia como fora infeliz na sua juventude e me dava mil desculpas ridículas para explicar o porquê de ter me abandonado. - Não tem problema, querida.

Eu compreendo. Foi o melhor para todos. Coma a sua comida, senão vai esfriar - disse com a dissimulação que aprendi quando criança. - Como você é compreensível. Acho que fiz certo ao te deixar aqui. Não poderia ter feito melhor.

- Ah, você nem imagina… Está gostando do jantar? - perguntei como se sua opinião me importasse. – Ah, sim, querido, está ótimo – respondeu, sorridente, com um brilho nos olhos. A hipocrisia oculta daquela cretina me enojava. Não tinha mais tempo a perder. Agora, era tudo ou nada.

- Sabe, - disse ao me levantar e jogar o guardanapo sobre a mesa – devo dizer como preparei esta incrível refeição - declarei, enquanto ela não prestava a devida atenção e levava, compulsivamente, a comida à sua boca. - Primeiro, achei que não seria nada fácil, já que não tenho muita prática com culinária. Mas depois, vi que meu desejo de vingança me daria uma força… E que força. - Desejo de vingança?

Como assim? - indagou, um pouco assustada, agora olhando para mim, e deixou o garfo cair no prato ao desistir de encher a boca com mais um pedaço grande de carne. - É isso que você escutou, vadia. Meu desejo de vingança. Ou você comprou essa história patética de bom moço compreensível?! Faça-me o favor. Rapidamente, a mulher tentou se levantar e eu a empurrei de volta à sua cadeira.

- Não tão rápido, querida. Agora você vai me escutar - amarrei seus braços e pernas na cadeira com uma fita adesiva que havia escondido perto da mesa. – Sabe como preparei essa comida? - ela permaneceu em silêncio, com um olhar amedrontado. - Bem, antes de dizer o modo de preparo, irei falar o animal que foi usado.

Ou melhor, a vaca. Porque era isso que aquela vadia era. A que me abandonara começou a gritar. - Por que está gritando, mocinha? Sabe, aqui é um lugar abandonado pela sociedade. Ninguém vai vir montado num cavalo branco para te resgatar. Isso só acontece nos contos de fada. E acredite, este é seu maior pesadelo - não me segurei e soltei uma boa gargalhada que há tempos estava presa na minha garganta.

murder

Ela ficou histérica, e quanto mais gritava, mais aquilo me agradava. Fui até a sala e liguei a velha vitrola amarela. Uma música clássica cairia bem naquela hora. No meu momento de glória. E a música em questão era “Isn’t It a Pity”, cantada por Nina Simone. - Bem, você quer que eu comece por onde? Por como eu matei aquela porca imunda ou o modo que, prazerosamente, tirei suas tripas para preparar essa incrível refeição que você acabou de comer? - a mulher não aguentou e vomitou.

– Hum, sabia que você ia gostar dessa parte – me aproximei e empurrei sua cadeira para o chão. – Pois bem, começarei do começo – disse ao me aproximar do seu rosto de desespero que agora se encontrava na horizontal. Assim, contei tudo que havia sofrido nas mãos daquela diretora e o que fizera com aquela maldita mais cedo naquele dia. Disse-lhe, também, que as crianças nem sonhavam com o que acontecera, pois estavam lidamente deitadas e dopadas. O sono profundo iria durar por muito tempo ainda.

Tempo suficiente para um assassinato acontecer. Minha convidada não parava de vomitar por causa do horror que escutara e pela “ajudinha” que coloquei em seu suco. Enquanto ela se encontrava em agonia, peguei o jarro vermelho e, com toda minha força, bati na cabeça dela, deixando-a, assim, inconsciente. Por um momento, parei para apreciar a boa música que ecoava nas paredes velhas daquele orfanato. Quase em deleito, escutei atentamente o que era cantado.

Não era íntimo do idioma, mas sabia muito bem o significado daquelas palavras. “Ah, não é uma pena? Não é uma vergonha? Como quebramos o coração um do outro e causamos dor um ao outro”, disse em voz baixa, repetindo aquele trecho da música que não saia da minha cabeça. De repente, olhei para cena que criara, na qual a personagem em questão estava em maus lençóis. Toda suja, já estava quase se afogando em seu próprio vômito, mas não seria dessa maneira que ela iria morrer.

O que eu havia preparado era bem pior. A desamarrei da cadeira e levei o seu corpo desacordado para a mesa da cozinha. Tirei toda sua roupa e peguei a maior faca que existia naquele lugar. Ah, como eu sonhara em usar aquele lindo artefato algum dia. E esse dia finalmente chegara. Mas aquilo não era mais novo pra mim. Era a segunda vez que o usava naquela noite. Cuidadosamente, cortei o seu pescoço, para que assim pudesse coletar algum sangue que jorrava na jarra que segurava.

Quando tinha o suficiente, fui para a segunda parte do ato. Levei a faca até a barriga em busca de carne fresca, e fui seguindo para outras partes do corpo igualmente carnudas. Tirei tudo que prestava e joguei fora o que era lixo. Moí toda a carne que retirara e comecei a preparar o meu novo prato e mais uma jarra de suco. Desta vez, o cheiro me parecia mais agradável. Ouvi as crianças murmurarem e fui até seus quartos logo depois de limpar a cozinha, colocar os restos da vaca no frízer e desligar a velha vitrola.

- Já acordaram, crianças? – perguntei, tranquilamente, ao me aproximar da porta do quarto e limpar as mãos no meu avental. - Sim. E estamos com muita fome, André. – disse um dos meninos enquanto esfregava os olhos. - Pois hoje é o seu dia de sorte! Cassilda viajou e teremos um belo jantar. Chega de tanto mato! Sabe o que será? Carne! - Ebaaaa! - as crianças gritaram como num coro sincronizado. Os meninos, voando, rapidamente foram para a sala de jantar, para comer aquilo que tanto ansiavam.

Mal me aproximara da mesa, a campainha tocou. - Boa noite. Gostaria de saber se Vera está aí - perguntou o marido da minha mais nova refeição. - Ah, ela está - respondi, convidando-o para entrar com um gesto. - Ela está falando com a diretora do orfanato sobre alguns planos futuros, mas pediram para não serem incomodadas. Você sabe como as mulheres são… Melhor obedecer!

- Ah, sim. Tudo bem, eu posso esperar - sentou-se no sofá acompanhado dos seus dois filhos. - Mas vocês chegaram em boa hora. Estava prestes a servir o jantar para as crianças. Vocês querem se juntar a nós? – perguntei, enquanto mostrava com o braço as crianças na mesa esperando para devorar a comida. - Vamos, pai. Estou morrendo de fome! - insistiu o caçula, puxando a camisa do pai.

- Já que ele quer, por quê não? - Vocês tiveram sorte. Hoje temos um prato especial - disse, enquanto me acomodava na cadeira e prendia o guardanapo na gola da minha camisa. - E o que é? - os meninos perguntaram, curiosos. - Nada demais. Apenas uma carne de vaca à primavera – respondi com um leve sorriso no rosto. Após aquele jantar magnífico, me sentia completamente satisfeito. E não falo apenas no sentido de ter matado a minha fome naquela noite memorável. Falo de ter matado também a minha sede.

A sede de vingança. E para minha sorte, meus planos saíram melhor do que jamais imaginaria. Porém, eu não poderia deixar que a euforia do momento me distraísse. Ainda tinha algo a mais para me encarregar. Depois que as crianças foram dormir de verdade e meu novo convidado descansava contra sua vontade, peguei o resto de comida que sobrara e preparei um último prato. Desta vez, para a pessoa mais especial. Com o prato nas mãos, desci as escadas em direção ao porāo do orfanato.

Ninguém podia entrar ali, porém, quando mais novo, sempre dava um jeito de escapar e ir para aquele lugar. Lá era o meu refúgio, onde eu tinha as minhas melhores ideias. Ao entrar no local, agora sem ter medo de ser pego, o ambiente se encontrava significativamente escuro. Mas eu o conhecia muito bem para saber onde cada objeto estava localizado. E um deles em questão era o que eu procurava. Fui até uma cama velha que estava ali e fiquei observando-a por um tempo.

Lembrei-me das noites chuvosas em que escapava da minha e me refugiava naquela. Sempre com medo. Com medo do que poderiam fazer comigo no dia seguinte, ou ainda se me pegassem naquele lugar. Mas o risco que eu corria sempre valia à pena, pois era lá que eu podia criar meu mundo. Rapidamente, meus pensamentos se encerraram quando escutei aquele gemido. Aquele ser desfigurado que repousava acabara de acordar.

Com o pescoço preso por uma corrente e suas pernas e braços amputados, não poderia se mover por muitos centímetros. Não poderia nem gritar, pois não faria nenhuma diferença. Logo, meus olhos mudaram de foco. Agora não mais olhava para a cama que usava como refúgio, e sim para aquela que me fazia sentir a necessidade de fugir: Cassilda, a diretora do orfanato.

Tirei a venda dos seus olhos e o pano de sua boca e disse que se ela tentasse alguma gracinha, seria pior. Como se aquele ser pudesse fazer alguma coisa senão gritar como uma criança amedrontada. Do mesmo jeito que eu gostaria de gritar quando levava uma de suas surras. - Como vai meu pedacinho de merda favorito? - perguntei com um ar de deboche.

- Está com fome? Seu jantar está pronto. Hoje teremos um prato especial: carne de drogada. Amanhã será corno estúpido ao molho madeira. Bon appétit! E assim, ao perceber o desespero que ocupou o seu rosto, consegui me realizar pela última vez naquela noite. Mal poderia esperar pelo dia seguinte.

Reaja! Comente!
  1. Carlos Eugenio

    30 de julho de 2015 em 10:59

    ÓTIMO CONTO!!!

  2. bruno severo

    25 de julho de 2014 em 16:27

    só eu que li o boquete o órfão

  3. Wellington Bianchi

    14 de julho de 2014 em 21:37

    O Banquete do Órfão…

    [img]http://noticiasdatv.uol.com.br/application/public/img/noticias/1390842398chaves_bolo_.jpg[/img]

  4. Dr.V

    14 de julho de 2014 em 19:32

    Ótimo conto,mas meio fraco.Nota 8,5.

    • Lucas Rodrigues

      14 de julho de 2014 em 20:53

      “Ótimo conto, mas meio fraco”
      Ótimo… mas meio fraco!? WAT?

  5. 2-D

    14 de julho de 2014 em 19:14

    Antes de abrir a matéria pensei que fosse o boquete do órfão O.o

  6. Transã1 da America

    14 de julho de 2014 em 14:05

    Orfão : O que levas nesse caixão? Diretora : Um monte de bosta!

  7. Cacuety Comment

    14 de julho de 2014 em 13:04

    img 3 disperdicio de catchup .-.

  8. Jeff Dantas

    14 de julho de 2014 em 10:08

    • 2-D

      14 de julho de 2014 em 19:15

      Me lembra o portão da casa do Batman no filme que era o Batman e Robin contra Charada e Duas-caras… Você é o Batman? O.o

  9. Jeff Dantas

    14 de julho de 2014 em 10:05

    Ah, gente.. em breve, a continuação de vários contos! Incluindo, o do Waldenis… 🙂

  10. Thanatos

    14 de julho de 2014 em 08:50

    Apesar de ser clichê, foi bem escrito e a história tem potencial.

  11. Lucas Rodrigues

    14 de julho de 2014 em 08:18

    É de se esperar que uma pessoa que é submetida à maus-tratos desperte seu lado mais obscuro, desenvolvendo assim uma personalidade psicótica e doentia. Boa temática, o conto foi bem idealizado. Entretanto, as falhas são altamente visíveis: vírgulas indevidamente colocadas, diálogos mal posicionados, o que acarretou certa confusão. Achei que focaria mais no lado negro do personagem, mas acabou por dar maior destaque para a tortura. O andamento deu uma espécie de previsibilidade, a cada parágrafo que se lia, sem contar a desnecessidade da tela preta.
    Até dei risada com o ” carne de drogada” e o “corno estúpido ao molho madeira”.
    Nota: 6,0 – Regular.

  12. Vinicius Passos

    14 de julho de 2014 em 01:19

    Não gostei, achei fraco. É o sentimento do personagem, mas a situação que a prima se encontrava no princípio não é levado em conta, ele reflete sobre a sociedade, como eles são abandonados, o sofrimento que a diretora a fez passar, mas não apresenta uma reflexão sobre a sociedade para a sua prima ou até mesmo tentar vilanizar sua desgraça. Com isso, senti apenas uma violência gratuita com pouco significado.
    Apesar de não ter suspense, e de os parágrafos serem apenas descritivos, a autora conseguiu prender a minha atenção, foi me levando, nesse aspecto foi bem.
    Defino a estória com desinteressante.

  13. Blue

    14 de julho de 2014 em 00:43

    estou escrevendo um conto meio parecido (principal louco e vingativo) mas com mais sangue e descrições mais detalhadas das partes cruéis,e com uma história diferente

    • Lucas Rodrigues

      14 de julho de 2014 em 08:22

      Só cuidado pra não exagerar, e que a estória não fique sobrando.

      • Blue

        14 de julho de 2014 em 20:57

        obrigado pela dica,vou tentar não me deixar levar e criar uma história e um motivo que façam sentido pro personagem,vamos ver se eu consigo

    • o General Enclave

      14 de julho de 2014 em 01:02

      duvido que seja mais nojento ou violento que isso
      [img]http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20110103095213/fallout/images/thumb/d/d1/FO01_NPC_Master_B.png/640px-FO01_NPC_Master_B.png[/img]

  14. Match

    14 de julho de 2014 em 00:12

    Li “O boquete do orfão” achei que o titulo era esse ate eu começa a ler.

    • Marvelunatico

      14 de julho de 2014 em 15:40

      Seria boquete se eu tivesse feito .:

  15. Luís Felipe

    13 de julho de 2014 em 23:45

    Massa.
    Fiquei imaginando qual será o gosto d carne humana.

    • Marvelunatico

      14 de julho de 2014 em 15:37

      Se vc quiser saber pode me comer

    • Emmanov Kozövisck

      14 de julho de 2014 em 06:34

      Diz-se que a carne humana é boa, mas é inferior se comparada a de outros animais.

    • Terrorista

      14 de julho de 2014 em 04:28

      c tbm deve fica imaginando como é beber água

  16. Blue

    13 de julho de 2014 em 23:27

    agora sim,gostei,diferente dos outros,”vilão” como personagem principal,sem nada sobrenatural,apenas a loucura e a vingança,e carne de vaca

  17. André Silva

    13 de julho de 2014 em 23:20

    Nossa, adorei o conto, parecia que eu era o personagem (de fato o nome é igual), muito louco, foi uma leitura que me prendeu, muito bom!

    • Adriano Saadeh

      14 de julho de 2014 em 08:00

      ótimo mesmo

  18. Gato Endiabrado

    13 de julho de 2014 em 23:17

    Caraca, eu nunca leio os contos, nunquinha mesmo! Só vejo os comentários, e o pessoal só elogiou. 😮 Muito bom o conto, parabéns Mariana. 😀

    • DCemblemático

      14 de julho de 2014 em 05:21

      [img]http://s1.postimg.org/52j02ht5b/2014_07_13_21_55_34_1.jpg[/img]
      He-he-he

      • Gato Endiabrado

        14 de julho de 2014 em 18:37

        .-. Nada a ver.

      • Marvelunatico

        14 de julho de 2014 em 15:39

        Come eu tambem lindão

    • Valtrer

      14 de julho de 2014 em 00:41

      [img]http://imgur.com/Lpc0l8a[/img]

  19. Litzen Vampiro

    13 de julho de 2014 em 23:02

    Gostei, já fazia um certo tempo que não lia os contos, interessante escreveu bem, descreveu bem o cinismo dele com os outros, uma vingança bem sádica, os contos ultimamente não estavam me interessando muito, lembro que antigamente eu lia todos e gostava da maioria, e ainda li escutando Katatonia e uma banda alemã que conheci hoje…

  20. Dark_Night

    13 de julho de 2014 em 22:56

    O cara passou uns 10 anos planejando, não poderia ter saído melhor.

  21. Jeff Dantas

    13 de julho de 2014 em 22:45

    Bom, em relação ao texto, eu fiquei bastante surpreso. Claro, imaginava uma vingança, mas não assim… Tão maléfica!! hehehehe

    • boradeh

      14 de julho de 2014 em 12:14

      n sei pq mas logo que ele falou em vingança já imaginei algo assim, não me surpreendi nada. o conto foi escrito bem, mas já sabia o final.

    • Gato Endiabrado

      13 de julho de 2014 em 23:20

      Ela com os braços e pernas só o toquinho me lembrou aquelas bonecas sexuais(ou coisa assim.). XD

      • Super Choque

        14 de julho de 2014 em 00:15

        Baby Dolls – Lembro que têm um post do Minilua falando sobre isso.

  22. Deus

    13 de julho de 2014 em 22:40

    Heeeyyyy Jefff!!!!!!!!!!!!
    [img]https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xap1/t1.0-9/10492127_1588907964669145_8846504178916602547_n.jpg[/img]

    • Gato Endiabrado

      13 de julho de 2014 em 23:18

      E depois se diz Deus, vai saber. rçrçrçrçr

    • Jeff Dantas

      13 de julho de 2014 em 22:41

      Pior que não! Do que se trata??

      • Deus

        13 de julho de 2014 em 22:43

        Uma iniciativa que pretende fazer os homens pararem de largar suas mulheres e virarem pais de família e então embarcando no mundo da delícia.

        • o General Enclave

          14 de julho de 2014 em 00:59

          eu não entedi direito e isso pode ser uma ameaça para algumas pessoas então eu so vó te metralhar
          [img]http://media.giphy.com/media/RuQ41Hj7K9Tlm/giphy.gif[/img]

  23. Marvelunático

    13 de julho de 2014 em 22:40

    Adoroooooooooo pagar boquete.

    • Kipp

      13 de julho de 2014 em 23:40

      vou Printar isso

      • Marvelunatico

        14 de julho de 2014 em 00:13

        Seria uma pena se…fosse…um FAKE .-.

        • Adriano Saadeh

          14 de julho de 2014 em 08:00

          Que decepção hein Marvel!
          tsc tsc tsc

          • Marvelunatico

            14 de julho de 2014 em 08:01

            É, mas o fake meu não é meu, vlw flw
            u.u

            • Lucas Rodrigues

              14 de julho de 2014 em 08:25

              Agora só falta ela(e) mudar pra esse seu avatar atual, isto é, se você for rápido o suficiente pra convencer a todos de que você é o verdadeiro rsrs e.e

              • Marvelunatico

                14 de julho de 2014 em 08:29

                Mas eu sou eu ué .-.

                • Cacuety Comment

                  14 de julho de 2014 em 13:05

                  Sim o dele tema cento o seu não e-e

                  • Marvelunatico

                    14 de julho de 2014 em 13:07

                    É que se eu coloco o acento no meu, fica bugado no chat 😐

                • Lucas Rodrigues

                  14 de julho de 2014 em 08:33

                  Ah é, o fake da(o) Vayne não tem o link pro Observando o Mundo abaixo do comment. Enfim, continue despreocupado.

                  • Marvelunatico

                    14 de julho de 2014 em 08:39

                    Pois é, nem pra fazer Jabá do meu blog com o fake isso aí presta.. .:/

                    • Marvelunatico

                      14 de julho de 2014 em 15:37

                      Esses dois é fake, eu sou o verdadeiro.

                    • Marvelunatico

                      14 de julho de 2014 em 22:52

                      o.O
                      Outro fake?
                      TAPORRA

    • Deus

      13 de julho de 2014 em 22:55

      [img]http://ligadastartarugas.com.br/wp-content/uploads/2014/03/1551776_10151961610797989_947063845_n.jpg[/img]

      • Gato Endiabrado

        13 de julho de 2014 em 23:19

        Pagar boquete pro Diabo? .-.

  24. Jeff Dantas

    13 de julho de 2014 em 22:40

    E lembrando, quem quiser, pode mandar matéria também… 🙂 http://luadesangue.com/wp-content/uploads/2014/07/murder.jpg

64 Comentários
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